Atleta potiguar faz 'vaquinha" on line para competir nos Estados Unidos

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O potiguar e lutador de Jiu-Jitsu, Mateus Gadelha, está se preparando para competir nos Estados Unidos. O jovem, que atualmente reside em Caicó, e que já pratica o esporte há vários anos, conquistou medalhas em vários países, e está correndo contra o tempo para poder levantar o valor necessário para  conseguir passar uma temporada nos Estados Unidos, pois a viagem demanda um custo bem elevado, tendo que pagar inscrição de competição, hospedagem, alimentação e deslocamento. 

Quem quiser ajudar, pode contribuir pelo link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-o-atleta-matheus-gadelha

Quem quiser patrocinar, só entrar em contato pelo Instagram: @gadelha_bjj

Conheça a Trajetória do atleta



Meu nome é Matheus Gadelha, tenho 24 anos e nasci em Mossoró, cidade do interior do Rio Grande do Norte. Morei nela por 10 anos e aos 11 anos de idade, em virtude de um chamado missionário, toda minha família se mudou para Caicó, onde dei continuidade a minha adolescência e vivo desde então. Aos 12 anos conheci o Jiu-Jítsu por meio do meu tio e grande amigo, Joelmir Gadelha, que me inseriu em sua academia para divulgar turmas do esporte na modalidade infantil. 

Diante do excelente desenvolvimento dentro da academia, meu professor me incentivou a lutar, mas eu não tinha condições para bancar as despesas de competições, que incluíam viagem, alimentação e inscrição nos torneios. No entanto, nesta época eu já trabalhava ajudando minha família com uma barraca de lanches, que meus avós têm até os dias de hoje. 

Como todo jovem sonhador, fui tomando gosto pelos torneios e o sonho de ser atleta já nascia em meu pensamento. Cidade pequena, poucas oportunidades e acesso limitado a estudos e universidade, as portas do esporte ficaram largas em meus horizontes e logo me tornei conhecido entre os meus amigos, e quando eu era faixa azul ganhei vários títulos de expressão na minha região.  

Mesmo diante de pouco apoio financeiro, pude escrever uma trajetória de grandes conquistas. Além disso, sempre que estava indo competir eu lembrava que estar ali era também representar o Nordeste, o moleque sonhador, o menino de família do interior, de onde a gente sabe que os recursos são ainda mais escassos e a situação de incentivo ao lazer e a cultura são sempre precários. Passei por muitos lugares e é gratificante saber que conquistei tantos títulos. 



Como o sonho de ser atleta profissional já era mais do que real, a oportunidade de ir lutar na Argentina chegou e como um guerreiro subi ao pódio. Mas de lá até os outros campeonatos internacionais o caminho foi muito longo e mais uma vez adiei o sonho pra ir em busca de outro sonho, o de se formar em Educação Física. A necessidade de me manter era urgente e precisava trabalhar para custear meus estudos. Neste período, entre as faixas roxa e marrom, deixei as competições de lado e foquei na faculdade e na minha turma de Jiu-Jitsu, de onde eu tirava boa parte de meu sustento para morar na cidade da faculdade e poder me manter.  

Com 23 anos, formado e faixa preta, voltei a sonhar em ser campeão dentro dos tatames e se tornar profissional. Por que não? Já estava formado, na faixa absoluta e tinha a bagagem do ensino nas costas, agora poderia voltar com mais experiência e tempo para me dedicar. Sem pensar duas vezes arrumei as malas, coloquei o pé na estrada e decidi partir. No caminho, uma pedra: visto americano barrado duas vezes. 

Como desistir nunca foi uma opção, enchi o meu coração de fé, determinação, preparei as malas e decidi partir para Europa. Sem nenhum apoio financeiro oficial, arrecadei uma grana com rifas e consegui chegar na Rússia. Lá eu mostrei o meu trabalho, fiz amigos, me hospedei de favor, ministrei seminários de Jiu Jitsu além de ganhar vários eventos internacionais de grande porte na Europa e Ásia. Mesmo com pouco dinheiro e em algumas situações passando frio e fome, não desisti e agradeço muito pelas várias vezes que fui amparado diante dos 18 países que visitei em busca do meu sonho. 

Chegamos em 2019 e o meu foco é o mesmo: Sigo atrás de voos maiores e agora já tenho em mãos o meu visto americano. Eu consegui e em breve viajo para os Estados Unidos. Ainda sigo sem um apoio oficial, mas tenho o mais importante para não desistir: Coragem! Para dar início a este projeto, durante os 10 dias da Festa de Sant' Ana, padroeiro de Caicó, trabalhei em uma barraca de lanches da família e também vendi água mineral na feira livre. Não tenho dúvidas que isso é só o começo!

Se você quiser e puder me ajudar, eu vou ficar muito grato! Acima de tudo essa é uma ação para que as pessoas NÃO DESISTAM DOS SEUS SONHOS e acreditem que sempre existem razões para lutar. Posso contar com você?

Quem quiser ajudar, pode contribuir pelo link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-o-atleta-matheus-gadelha.


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