Somos todos temperamentais e as emoções não são uma fraqueza, são nossa maior força.

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Por Rômullo Raulino 
Psicólogo CRP 17/3125

1. O temperamento é uma condição de personalidade que determina como cada indivíduo sente suas emoções, na sua intensidade e duração. Isso significa dizer que dada uma situação de mundo, alguém pode apresentar uma tendência de sentir suas emoções de maneira branda e rápida, enquanto outra pessoa, na mesma situação, pode apresentar uma expressão emocional bem mais intensa e duradoura.

2. Cada indivíduo tem seu temperamento e não há um melhor ou pior do que outro, sendo ele apenas uma característica de personalidade. Quando alguém começa a sofrer com o seu temperamento é muito mais provável que o problema esteja no modo de lidar com ele do que propriamente nele.

3. O temperamento também está diretamente relacionado com o quanto de satisfação emocional uma pessoa necessita para se sentir estável. Na prática isso significa que alguns vão precisar sentir mais a sensação de segurança do que outros para se sentirem realmente seguros; vão precisar mais da sensação de amor para se sentirem amados; mais da sensação de confiança e aceitação para de fato sentirem-se aceitos. Da mesma forma, algumas pessoas suportam grandes quantidades de ansiedade, medo e tristezas, enquanto outras ao menor sinal dessas emoções já ficam desestabilizadas.

4. Cada um tem seu temperamento emocional e durante o desenvolvimento infantil essa característica pode ser intensificada ou enfraquecida em função das experiências de vida e do ambiente. Assim, quando alguém tem grandes problemas com a ansiedade, por exemplo, é possível que ela tenha um temperamento emocional mais intenso e que durante seu desenvolvimento suas experiências de vida tenham o intensificado ainda mais, levando o indivíduo a não saber lidar com sua ansiedade em situações de incerteza ou dúvida.

5. Acredita-se que o temperamento é uma característica da personalidade que herdamos dos nossos pais, mais que pode ser reforçada, ou não, durante o nosso desenvolvimento. Ainda que não seja possível controlar as emoções ou o nosso temperamento, é possível modificar o modo como reagimos a eles e com isso evitar sofrimentos e experiências desagradáveis.

6. Também não é possível eliminar a ansiedade ou a tristeza das nossas vidas, mas com a ajuda certa podemos aprender a não sofrer mais quando elas vierem. Também é bem possível modificar comportamentos que nos fazem muito mal. Normalmente os comportamentos mais prejudiciais tem muita relação com o nosso temperamento e com nossas emoções. 

7. Por último, cada pessoa é um complexo quebra-cabeças emocional, no qual todas as emoções são como peças muito importantes para o objetivo derradeiro; ser um todo completo e pleno. Mesmo quando uma peça dá trabalho para se encaixar sempre é preciso lembrar que ela tem um lugar e uma importância para o todo, assim como as emoções tem para a nossa vida. 

Rômulo Raulino
Psicólogo CRP 17/3125
Psicoterapeuta de ênfase Cognitivo-comportamental
Técnico Psicólogo do CRAS SFO
Associado a Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC


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