Entrevista com Fernanda Azevedo

0 comentários
A jovem cantora e advogada areia-branquense Fernanda Azevedo participou recentemente do programa musical da Rede Globo de Televisão The Voice Brasil. Mesmo não sendo classificada, Fernanda avalia de forma positiva a sua  passagem e articula agora novos voos para a sua carreira artística. É sobre música, suas influências e o futuro que ela fala nesta entrevista concedida ao jornal O Mossoroense. 

Por: Caio César Muniz 

O Mossoroense: Fale-nos um pouco da sua vivência musical.
Fernanda Azevedo: Minha vivência musical começou quando eu ainda era criança através de influência familiar, meu pai e meu irmão são músicos, além de alguns tios e primos. Comecei cantando na igreja e na escola para atingir o palco de forma profissional aos 15 anos de idade. Passei por vários estilos musicais e há 4 anos estou seguindo carreira solo cantando MPB e ritmo regional do Nordeste (forró de raiz).

OM: Quais são os nomes que você têm como referências na música?
FA: Tenho vários nomes de referência na música, dentre eles: Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Fagner, Vanessa da Mata, Kid Abelha. Sou bem eclética.

OM: Como surgiu a ideia de participação no The Voice Brasil?
FA: Surgiu de forma bem despretensiosa no ano de 2013. Fiz o vídeo da minha inscrição, mandei, fui selecionada para a etapa regional e depois fui ao Rio de Janeiro, mas não cheguei a cantar no palco. Daí, o que era sem pretensão nenhuma passou a ser algo mais esperançoso para mim. Era uma possibilidade que antes eu não visualizava e agora eu quase tinha conseguido. Foi quando resolvi tentar de novo este ano, passei por todas as fases novamente, mas dessa vez cantei no palco do The Voice e passei na TV, embora as cadeiras não tenham virado para mim.

OM: Como se sentiu ao não ser classificada?
FA: Foi um misto de sensação. Eu estava feliz de estar ali, só por pisar naquele palco e cantar, ver a plateia reagindo a mim, ver os técnicos me elogiando e ver toda a produção do programa me parabenizando. Então inicialmente o sentimento foi de felicidade e de missão cumprida. Eu cheguei lá, fiz o que eu sabia, então era o que mais me importava. Depois que vi meu pai chorando e ao voltar pra casa e assistir ao programa ficou aquele sentimento de que eu poderia ficar entre os escolhidos.

OM: Acha justo a sua não classificação, o que acha que interferiu neste resultado?
FA: Bom, eu sou suspeita em falar, afinal eu era a maior interessada em estar ali. Mas eu sei que consegui vencer meus medos e nervosismos e cantar com afinação. Ao ver alguns candidatos passarem, você tem a sensação de que foi injustiçada. Mas, gosto é uma coisa muito complicada. Creio que a minha desclassificação se deu não pela música ou por erros meus, mas porque naquele momento os técnicos precisavam de algo que eu não pude suprir com meu canto. Asa Branca e Xote das Meninas são dois clássicos da música nordestina, músicas belas, por sinal. Acho que não era o meu dia. Costumo dizer que tudo que consegui na vida foi lutando e subindo escadas sem pular degraus. Alguns conseguem pular uns 5 degraus. Mas creio que minha missão seja alcançar o sonho indo por partes. A vitória assim é bem mais prazerosa.

OM: O que mudou após sua passagem pelo programa?
FA: A passagem pelo programa me surpreendeu. Em um dia eu tinha de quinhetas a mil pessoas observando minhas redes sociais e hoje mais de 100 mil pessoas me visualizam todos os dias. O carinho do público foi a melhor coisa. Uns com muita raiva dizendo que fui injustiçada, outros dizendo que as cadeiras não terem virado não tirou meu mérito. Outros chegaram até a questionar a credibilidade do programa por causa de minha apresentação. Saiu uma reportagem no site UOL onde fui mencionada e fiquei muito feliz. Além de ver artistas me mencionando em suas redes sociais querendo que eu tivesse passado. Mas, de tudo o povo me conquistou e sou grata a cada um que me deixa mensagens, que me ver na rua e vem me abraçar, que me faz uma ligação para parabenizar. Não há dinheiro que pague esse valor que tem sido dado a mim pelo Brasil. Gente do Paraná, Rio de Janeiro, Brasília, Maranhão, Recife e também do Rio Grande do Norte. Além do mais, as parcerias começam a aparecer e a minha agenda de shows está sendo montada.

OM: Areia Branca tem uma tradição de ter grandes músicos: Tico da Costa, Amanda Costa, Jaina Elne. Isto lhe incentiva de alguma forma?
FA: Os grandes músicos de Areia Branca me incentivam sim. E eu quero fazer história na música, assim como eles. Eles me fazem acreditar que é possível se correr atrás e persistir. Admiro cada um e também sou fã.

OM: E agora, que projetos tem em mente?
FA: Estou colocando em prática a gravação do meu novo CD, misturado com músicas autorais e músicas consagradas da MPB, como Asa Branca. Também quero poder rodar o RN com este trabalho em mãos. Agora só quero agradecer e pedir a Deus que abençoe mais esta fase da minha vida.
Compartilhe:

Postar um comentário